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Por Thais Monteiro Magalhaes | 13/08/2025

Saiba quais são os impactos dos vídeos curtos no processo de aprendizagem

Exposição frequente a mídias breves pode afetar negativamente a retenção e compreensão do conhecimento

Vivemos em um mundo cada vez mais acelerado, onde tudo parece ter que ser feito rapidamente, de forma eficiente e com resultados imediatos. Essa lógica atinge também a educação e as relações humanas. As consequências são visíveis entre os estudantes mais jovens: ansiedade e superficialidade no trato das informações. Para explicar melhor essa tendência e quais seus efeitos negativos, a professora da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Roseli Gabriel, destaca que “ao privilegiar apenas o que é rápido e de consumo fácil, há o risco de se perder o espaço para a reflexão e para a construção sólida do conhecimento”.

 

Assistir a vídeos curtos está associado a uma tendência de processar informações de forma mais superficial e ao consumirem esse formado de conteúdo, os usuários satisfazem necessidades por informação, entretenimento, conexão social ou regulação emocional sem a necessidade de muito esforço cognitivo. A professora reconhece o apelo dos vídeos curtos como recurso para despertar o interesse dos alunos, sobretudo os mais jovens, que já estão imersos nesse tipo de linguagem, mas alerta: “O uso excessivo e descontextualizado dessas mídias pode comprometer a profundidade do aprendizado”.

 

Quando esses estudantes se acostumam a respostas prontas em poucos segundos, eles têm mais dificuldade em lidar com leituras complexas, textos longos e atividades que exigem elaboração, persistência e foco. “Estamos observando uma geração cada vez mais ansiosa por recompensas rápidas e menos tolerante ao esforço intelectual contínuo. O pensamento crítico exige tempo, análise, comparação de ideias, revisão de argumentos e tudo isso demanda paciência”, destaca.

 

O excesso de conteúdos curtos e rápidos desestimula o contato com textos mais densos, o que prejudica a formação leitora. A leitura crítica pressupõe tempo, concentração e uma postura ativa diante do conteúdo. Da mesma forma, a escrita argumentativa exige planejamento textual, coesão, clareza e construção lógica de ideias, habilidades que não se desenvolvem com base apenas em informações imediatas.

 

Roseli ressalta que os professores devem conversar com os alunos sobre os efeitos do consumo exagerado de conteúdos rápidos, ensinando-os a serem conscientes no uso da tecnologia. “Como educadores, precisamos ser um contraponto a essa lógica, mostrando a esses jovens que o conhecimento real exige tempo, paciência, vontade e profundidade. É nosso dever formar cidadãos que saibam pensar, questionar e construir sentido, e isso não se faz de maneira apressada”, finaliza.

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