Por Pedro Paulo Carvalho | 08/11/2021

Projeto de aluna é selecionado para exposição de arquitetura

Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura destaca os melhores trabalhos de conclusão de curso do país

A arquiteta Fernanda Gamma, recém-formada pela Universidade Veiga de Almeida (UVA), teve seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) selecionado para a exposição Novos Olhares, promovido pela Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura (ABEA). O evento acontecerá durante o XXXVIII ENSEA e XXI CONABEA, de 18 a 20 de abril de 2022, e tem como objetivo divulgar a produção acadêmica dos cursos de Arquitetura e Urbanismo do Brasil para debater novas formas de pensar os espaços habitáveis. “Este resultado coroa as diretrizes da UVA, tanto na inclusão e o respeito à diferença, quanto na filosofia maker”, destaca Carlos Murdoch, coordenador do curso de Arquitetura.

 

 

Orientada por Murdoch e Gabriela Zambelli, especialista em acessibilidade, Fernanda propõe a solução de um problema muito comum na construção civil atual: a falta de flexibilidade das plantas, que dificulta a vida de pessoas com mobilidade reduzida. “Sempre foi uma crítica que eu tive em relação ao mercado imobiliário. Eles fazem tão ‘certinho’ que fica difícil mexer, principalmente o tamanho do banheiro e do corredor, que, juntos da cozinha, são os ambientes que mais atrapalham a acessibilidade”, conta a recém-formada.

 

 

Com foco em acessibilidade universal, o trabalho de Fernanda propõe a remodelação do espaço residencial de modo personalizado, combinando a individualidade dos moradores a plantas que sejam adequadas às necessidades de cada um, variando em tamanho e disposição dos cômodos. “Cada apartamento é único e pode ser dividido de forma diferente. Não há repetição por andar como na maioria dos prédios”, explica a arquiteta. O projeto também foca no urbanismo e propõe a utilização da calçada como espaço de convivência.

 

 

A vontade de falar sobre acessibilidade acompanha Fernanda desde o início da faculdade, quando ela observava locais para pegar referências e projetar. “A forma que as pessoas utilizam o espaço público sempre me interessou. Sempre tive uma atenção a mais sobre outros tipos de deficiência. Eu sou disléxica e isso me traz esse olhar”, destaca.

 

 

Para auxiliar estudantes e profissionais no desenvolvimento de uma arquitetura mais inclusiva, a recém-formada também criou um manual de boas práticas como extensão de seu trabalho de conclusão de curso. Escrito de forma simples e didática, ele serve como base para projetos acessíveis referentes a pessoas com mobilidade reduzida, principalmente os que fazem uso de cadeiras de rodas. “Uma boa arquitetura deve ser acessível e sustentável. A disponibilização desse manual é uma contribuição da Fernanda para o curso e para a melhora na qualidade de vida das pessoas com dificuldades de locomoção”, ressalta Carlos Murdoch.

 

 

Por Pedro Carvalho, estagiário da Comunicação Institucional

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