Por admin | 01/04/2020

Projeto de pesquisa da UVA auxilia pacientes em reabilitação pulmonar

Veiga compartilha protocolo de atendimento à distância com profissionais do Serviço de Pneumologia da UERJ para garantir tratamento a um dos principais grupos

Desde a última semana, os pacientes que participam do programa de reabilitação pulmonar oferecido pelo Serviço de Pneumologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) estão sendo incluídos em um projeto de pesquisa da Universidade Veiga de Almeida (UVA), recebendo atendimento à distância. O acompanhamento segue um protocolo médico criado pela UVA, aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da própria universidade, e é feito por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. A parceria foi estabelecida para garantir a manutenção do tratamento a pessoas com doenças respiratórias graves na cidade do Rio de Janeiro, um dos principais grupos de risco do novo coronavírus (Covid-19).

 

“Pacientes com enfermidades como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), causada, na maioria das vezes, pelo consumo excessivo de cigarro, ou Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) precisam da reabilitação pulmonar para ganharem qualidade de vida e aumentarem sua capacidade de realizar atividades cotidianas. Se eles pararem completamente os exercícios, o quadro de saúde ficará ainda pior do que antes. Neste momento de pandemia, eles não podem ficar ainda mais vulneráveis”, explica Yves de Souza, líder do Laboratório de Pesquisa em Reabilitação Pulmonar da UVA (LaPeRP-UVA), doutor em Reabilitação Pulmonar pela Uerj e mentor do protocolo de atendimento remoto.

 

Os profissionais de saúde vão enviar imagens dos exercícios, instruir e receber o feedback dos pacientes por meio do aplicativo de mensagens. As atividades são realizadas uma vez por dia, três vezes na semana. “Apenas remédios não são suficientes para o tratamento desses pacientes. É necessária a reabilitação para que o corpo possa se adaptar. Por meio do programa, eles conseguem retomar atividades básicas, como pendurar roupas, fazer a barba, escovar os dentes”, completa Yves, um dos responsáveis pela parceria entre as instituições de ensino.

 

Cerca de 25% dos pacientes curados do coronavírus precisarão de reabilitação pulmonar

 

Estima-se que a DPOC atinja 16% da população fluminense e a FPI, cerca de 13%. A maioria dos pacientes diagnosticados com as doenças no Estado do Rio é encaminhada ao Serviço de Pneumologia da Uerj, referência no tratamento. O número de enfermos que precisam da terapia, no entanto, ainda pode aumentar. Segundo levantamento feito pelo Centro de Doenças Infecciosas do Hospital Princess Margaret, de Hong Konh, um quarto dos pacientes curados do Covid-19 apresentaram perda da função pulmonar de 20 a 30%. “Precisamos de alternativas ao atendimento presencial para garantir a saúde e o bem-estar dessa parcela da população. O protocolo de atendimento remoto tem se mostrado a melhor opção”, conclui Yves.

 

 

Por Universidade Veiga de Almeida

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