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Cartilha aponta impactos da covid-19 na gestão de pessoas

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Documento produzido pela UVA apresenta novas tendências de gestão de recursos humanos

 

 

A Universidade Veiga de Almeida (UVA) produziu uma cartilha informativa com os principais impactos da pandemia da covid-19 na área de recursos humanos. Além de apontar os efeitos imediatos da crise sanitária no mercado de trabalho, o documento reúne os desafios enfrentados por gestores de pessoas e possíveis transformações em processos da administração de recursos humanos. O objetivo é ajudar profissionais, gestores e empreendedores a entender e se preparar para o novo momento em que o mundo do trabalho está entrando.

 

“A cartilha desperta a atenção para necessidade de adaptação a essa nova realidade. Atualmente, muito se fala no chamado home office, o trabalho em casa. No entanto, segundo o último levantamento do IBGE, de 2017, a cada cinco famílias, só duas tinham computador em casa (cerca de 40% da população). A possibilidade de um novo método de trabalho é real, mas a prática evidencia que as empresas teriam que investir em equipamentos para seus funcionários”, ressalta Wagner Salles, professor de Gestão de Recursos Humanos da UVA, que contou com a colaboração de estudantes do curso para elaborar o conteúdo.

 

Segundo projeções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a crise decorrente da pandemia de covid-19 pode causar a perda de 25 milhões de empregos ao redor do mundo, além das repercussões na subocupação (pessoas que ocupam uma jornada de trabalho menor do que poderiam ocupar). Para Salles, durante a crise, a oferta de vagas operacionais tende a cair, mas deve se recuperar após o pico da pandemia. “Entretanto, as vagas tendem a ser disputadas por um número maior de candidatos, inclusive aqueles com maior qualificação e que perderam seus empregos recentemente. Haverá mais ofertas de vagas operacionais do que de oportunidades para profissionais com nível superior”, destaca.

 

Na avaliação do pesquisador, cada vez mais, as empresas deverão ser socialmente responsáveis. “Veremos aumentar a dicotomia entre direitos trabalhistas e direitos humanos. Um dos desafios para os gestores de RH é dar condições dignas de trabalho a seus empregados. A flexibilização excessiva das relações entre patrão e funcionário reflete uma visão apenas instrumental do trabalho. Os direitos humanos precisam fazer parte do planejamento estratégico das empresas por uma questão de aumento de produtividade, inclusive. As pessoas precisam ter senso de utilidade para renderem mais”, defende Salles. “Até mesmo os desligamentos de funcionários deverão ser mais responsáveis, com manutenção de certos benefícios por um período e indicação do colaborador para outras vagas”, completa.

 

 

26/mai/2020

Tema:
UVA,