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Projeto de fisioterapia respiratória é premiado nos Estados Unidos

Pesquisa clínica sobre reabilitação da Covid-19 realizada pela Universidade Veiga de Almeida foi apresentada no congresso American Thoracic Society

 

Desde março do ano passado, quando surgiram os primeiros casos de Covid-19 no Brasil, a Universidade Veiga de Almeida (UVA) tem oferecido fisioterapia respiratória por teleatendimento para pacientes que receberam alta e ficaram com sequelas da doença. As consultas virtuais são feitas por professores da universidade, com apoio de até 200 alunos voluntários. O tratamento de reabilitação pulmonar é gratuito e serve tanto para quem apresentou quadros mais graves quanto para quem se tratou em casa.

 

A iniciativa, que faz parte de um projeto acadêmico do Laboratório de Pesquisa em Reabilitação Pulmonar da Veiga (LaPeRP-UVA), resultou num estudo clínico premiado no congresso American Thoracic Society um dos mais importantes da área. “Foi o único trabalho de reabilitação aprovado para o congresso e ainda fomos premiados”, destaca o professor Yves de Souza, líder do LaPeRP-UVA.

 

O trabalho realizado pela Veiga também inspirou terapeutas portugueses. Eles procuraram a universidade para um intercâmbio de conhecimento e passaram a adotar o protocolo e os exercícios criados pela equipe de fisioterapia. Yves de Souza explica que mesmo após a alta hospitalar, se o paciente se queixa de falta de ar ou perda da capacidade pulmonar, ele precisa iniciar um trabalho de fisioterapia respiratória o mais rapidamente possível. “O tempo é um fator primordial na recuperação dos músculos”, ressalta.  

 

O estudo realizado pelo LaPeRP-UVA contou com a participação de 194 pacientes que foram divididos em dois grupos: um com pessoas que não receberam nenhuma conduta de fisioterapia - apenas se recuperaram sob orientação médica -, e outro com pacientes que passaram por tratamento fisioterapêutico de reabilitação pulmonar por seis semanas através de videoconferência. “Inicialmente, os dois grupos eram homogêneos, ambos apresentando um padrão de piora da capacidade de exercício, com muitos sintomas respiratórios e de cansaço, bem diferente de como eram antes de contrair a doença. Após o período de reabilitação ficou claro que existe uma pequena recuperação natural do corpo, porém, no grupo de pacientes que receberam a reabilitação por seis semanas os benefícios foram maiores. O grupo de intervenção apresentou um aumento significativo no nível de capacidade de exercício, de atividades realizadas na vida diária e reduziram de forma importante a queixa de fadiga”, comemora o professor.

 

As pessoas interessadas nos serviços de atendimento de fisioterapia respiratória da UVA devem entrar em contato com a universidade através do e-mail [email protected] . Para mais informações, acesse: www.uva.br .

15/abr/2021

Tema:
Graduação,

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