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Procura por segunda graduação cresce nos últimos anos

Universidade Veiga de Almeida   |    Tijuca Barra Cabo Frio

Com aumento do desemprego, segundo diploma vira saída para quem quer se reposicionar no mercado ou complementar formação original

 

De 2014 a 2020, o número de pessoas matriculadas na graduação em instituições de ensino superior do estado do Rio de Janeiro que já possuíam um diploma saltou de 5.595 para 9.335, um aumento de 67%, segundo dados mais recentes do Censo de Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para Davino Pontual, diretor de Marketing e Comunicação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), o fenômeno pode ser explicado pelo crescimento da competição no mercado de trabalho e a maior troca de profissões ao longo da vida.

 

“Há, basicamente, dois perfis que buscam a segunda graduação: quem quer complementar a formação original com conhecimentos adicionais, como quem cursou Administração e agora faz Ciências Contábeis, ou quem está buscando uma carreira completamente diferente. Com o aumento da expectativa de vida, a tendência é que as pessoas se abram a diferentes ocupações em sua jornada. A vida profissional está mais longa”, explica Pontual. Na UVA, houve um aumento de 50% na procura pela segunda graduação no primeiro semestre de 2020, comparado ao mesmo período do ano passado. “Houve crescimento mesmo durante esse período da pandemia da covid-19. A segunda graduação pode ser uma saída para quem quer reinventar sua carreira ou mesmo perseguir um sonho ou vocação”, completa.

 

Entre os cursos mais procurados no Rio por quem faz a segunda graduação estão Educação Física, Direito, Psicologia, Nutrição, Biomedicina e Fisioterapia. “Percebemos uma grande demanda por saúde e bem-estar nos últimos anos. Acreditamos que a pandemia vá impulsionar ainda mais graduações nessas áreas”, afirma o diretor da UVA, em cujo top 10 também estão as graduações em Educação Física, Psicologia e Nutrição.

 

Quem fez esse movimento foi Raquel Thomaz, que cursou Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF), mas resolveu mudar de área depois de dois anos de formada. “Não era feliz profissionalmente. Não me sentia fazendo o que gostava. Acredito que sejamos obrigados a decidir muito cedo”, diz ela, que foi cursar Nutrição na UVA e hoje trabalha com atendimentos particulares e consultoria.

 

Já a advogada Andrea Martelotta foi cursar Psicologia porque começou a trabalhar com questões de guarda de filhos, pensão alimentícia, divórcio e regulamentação de visita, mas sentia que, muitas vezes, os problemas trazidos para ela não precisavam ser judicializados. “Entendi que existia uma demanda que não era minha, mas também não sabia como resolvê-la Voltei para a universidade para aprender a lidar com desajustes emocionais dos clientes”, ressalta.

 

Ao analisar as taxas de desocupação da população brasileira do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wagner Salles, professor de Gestão de Recursos Humanos da Veiga, enxerga uma correlação estatística entre o crescimento do desemprego e o aumento na procura pela segunda graduação. “Quem faz segunda graduação o faz porque precisa. Para migrar de área, não basta uma especialização: são necessários conhecimentos básicos. É começar do zero. Mas, para o recrutador, o que é interessa é o quanto a pessoa está predisposta a aprender na nova área, mais do que o passado”, conclui.

 

31/jul/2020

Tema:
Graduação,