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Talk show da CBN Rio é gravado na UVA

08 de agosto de 2017

Programa contou com a participação das comentaristas da rádio Flávia Oliveira e Andrea Gouvêa Vieira para discutir os rumos do Rio de Janeiro

O auditório do campus Tijuca da Universidade Veiga de Almeida (UVA) recebeu, na noite da última quarta-feira (02), os participantes do talk show da rádio CBN Rio, que teve como tema a questão “Para onde vai o Rio?”. Com a intenção de discutir a atual crise político-econômica do estado e os rumos a serem tomados, os mediadores Fernando Molica e Bianca Santos receberam a jornalista especializada em economia, Flávia Oliveira, e a ex-vereadora Andrea Gouvêa Vieira. O evento foi aberto ao público e aos estudantes da instituição, que puderam contribuir com perguntas às convidadas. O programa completo foi ao ar no último sábado, dia 5.

Sobre a oportunidade de realizar o programa dentro de uma universidade, o apresentador destaca a importância do debate, principalmente no meio acadêmico. “Nós estamos em um momento do país em que as pessoas conversam apenas para reafirmar suas opiniões do que para trocar ideias. E uma universidade é um local apropriado para essa troca”.

A co-apresentadora da noite, Bianca Santos, corrobora com a opinião do colega. Segundo ela, levar um programa de debate como este para dentro de uma instituição de ensino superior é fundamental para o atual contexto da cidade do Rio de Janeiro. “É um momento de muita reflexão e de muito questionamento, e, aqui, nós vamos ter este contato direto com as pessoas para sugestões, críticas, perguntas. É um momento de troca”. Bianca ainda explica o porquê do tema do programa. “Nós nunca passamos por uma crise como esta, então é a pergunta que todos estamos fazendo: ‘Para onde vai o Rio?. Por isso trouxemos duas jornalistas especializadas em economia e política, para lançar perguntas e tentar encontrar respostas interessantes”.

Quem também destacou o “ineditismo” da situação do país é a jornalista, Flávia Oliveira, que lembrou que a geração que está entrando ou acabou de entrar na fase adulta nunca havia presenciado um cenário parecido, mas que deve encará-lo como algo passageiro. “Quem já tem mais alguns anos de vida, já ‘queimou mais combustível’, já viu esses momentos muito difíceis, superou esses momentos, encontrou outras dificuldades depois… Enfim, eu acho que esta mensagem é importante: você encarar esta fase ruim como uma fase e não como uma condição perpétua, você cria armas e instrumentos para superar esta fase ruim”.

A ex-vereadora Andrea Gouvêa também levantou a questão da juventude universitária como parte importante no atual contexto sócio-político-econômico do Rio de Janeiro. A convidada do programa, referindo-se aos universitários como a “cabeça do futuro” e “força pensante”, afirma que as instituições de ensino superior devem assumir um papel neste momento. “Se a universidade não entrar neste debate, o que sair desta crise, sairá com muita pobreza, porque é aqui que as ideias se desenvolvem, então não é apenas participar, mas estar à frente do debate”. Andrea, assim como Flávia, ressalta a profundidade da crise e o tempo para alcançar o equilíbrio novamente. “Nós andamos muito para trás, então, para recuperar o que tínhamos há dois ou três anos atrás, a gente vai levar mais algumas décadas”.

Além disso, a posição assumida pela população brasileira, em termos gerais, diante da crise é um dos pontos observados por Andrea. Ela considera que a sociedade está passiva, mas não inerte. “Ela [a sociedade] está encontrando outras formas de expressar o seu desencanto, a sua oposição, a sua raiva disso tudo o que está acontecendo. Tanto que quando sai uma pesquisa sobre o que pensa a opinião pública, a gente vê o posicionamento”. Andrea ainda aponta a divisão da sociedade, que ainda não conseguiu encontrar um meio-termo entre os extremos. “Quando isso acontecer, todo mundo volta para a rua. Mas, dentro das casas, nos locais de trabalho, de estudo, as pessoas estão reclamando, estão se posicionando, apenas não vão mais à rua. E há um pouco de cansaço, porque, além da resistência ao que está acontecendo, as pessoas têm que estudar, procurar emprego, trabalhar, e não há tempo. E estão exaustas, então elas têm que lutar no seu dia-a-dia”.

*Texto produzido por Daniel Deroza, da Agência UVA, campus Tijuca