UVA - Universidade Veiga de Almeida

Cursos de Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Extensão

Universidade Veiga de Almeida

Ligue para a UVA (21) 2574 8888


Acesso ao Sistema

Aluno
Professor
Esqueci a senha

Início > Notícias > Jornada debate direitos das mulheres

Jornada debate direitos das mulheres

16 de março de 2017

Evento teve como temas a mulher negra e a sociedade brasileira

O curso de Direito da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Tijuca, realizou ontem, dia 15, no auditório principal da unidade a II Jornada em Direito das Mulheres. A programação contou com diversas palestras e a exibição do filme “O mais barulhento silêncio”, da diretora Marcela Moreno, seguido por um debate com a presença do Coletivo Feminista UVA.

A abertura do evento ficou por conta de uma apresentação artística sobre o corpo feminino. As palestras que marcaram o início da II Jornada falavam sobre a escritora Simone de Beauvoir, conversa da doutoranda em Letras da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Marcelle Leal, e também da mulher e a literatura indígena, tema da Tarsilla Lima, da UERJ. Passaram pelo auditório a professora experiente em escola guarani, Sandra Benites, falando da mulher indígena, Jana Guinond comentando sobre a mulher negra e a sociedade brasileira e a professora da Veiga, Letícia Borges, falando dos direitos indígenas.

As professoras de Direito da Veiga Marcela Mingues, Raisa Ribeiro e Renata Barbosa abordaram na palestra da noite a cronologia do direito feminino perante o Código Penal e também falaram sobre pornografia. “Infelizmente o Código Penal era construído com base em ideias machistas e sexistas. Apesar da evolução dos tempos a sombra desses ideais permanece viva até hoje”, ressaltou Marcela. A docente também destacou as vitórias alcançadas pelas mulheres com a Lei Maria da Penha.

O assunto tratado pelas outras duas professoras foi o impacto da pornografia na vida das mulheres. A importância do assunto, segundo Raisa, é que esse tema é pouco explorado dentro do Direito. “As mulheres nos filmes adultos são tratadas como objetos sexuais desumanizados. É preciso conversar sobre sexo para que a juventude não acredite que a forma do ato sexual apresentada nos filmes seja padrão”, disse a professora.

A importância do feminismo também foi uma das pautas da conversa. “As mulheres lutam contra qualquer forma de opressão, como o patriarcado. A estudante do sétimo período de Direito, Thamilles Costa, estava animada com a realização da jornada e destacou o evento promovido pelo curso. “Há pouco debate sobre o assunto. A conscientização é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade melhor”, lembrou a aluna.


Gabriel Brum
Estagiário - Comunicação Institucional

fotos da galeria