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Fake news sob a ótica do data mining

25 de abril de 2018

Professor da UVA explica o processo tecnológico que analisa se uma notícia é ou não falsa

Desde as eleições americanas em 2016 o mundo discute as fake news e as formas de identificar as informações falsas compartilhadas, de forma proposital, nas redes sociais. Uma das maneiras de descobrir se uma notícia é intencionalmente falsa ou não é através da data mining. Esse termo em inglês significa mineração de dados e consiste na exploração de um grande volume de informações na busca de padrões, regras de associação e sequências. A detecção de fake news em mídias sociais por meio de data mining é um novo campo de atuação que poderá ser útil nas eleições brasileiras deste ano.

O professor de Sistemas da Informação da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Paulo Freire, explica que existem três etapas para identificar fake news: coleta, análise e intervenção. “Na primeira parte, acontece à coleta dos dados e das características da notícia. Em seguida, elas são analisadas para detectar se a notícia é intencionalmente falsa. Por fim, é decidido como será realizada a intervenção na fake news”.

Durante o projeto de pesquisa do doutorado, que tem como tema a detecção de fake news sob a ótica de data mining, Freire e seu orientador, Ronaldo Ribeiro Goldschimidt, criaram um fluxograma sobre notícias e rumor. Em um quadro eles discutem se a notícia foi apurada antes da publicação. Se não houve apuração, é um rumor. “Caso a resposta seja negativa, será realizada uma análise para descobrir se ela foi intencionalmente plantada e compartilhada nas mídias sociais. Comprovada essa intenção ela é classificada como fake new”, destaca.

Outro ponto levantado no fluxograma que também ajuda na detecção das notícias falsas é a análise da notícia. “Muitas verdades possuem diferentes pontos de vistas. Se não houve apuração durante a publicação, podem existir afirmações mentirosas no meio das verdadeiras. Com isso, é feito uma verificação e se comprovado a intenção de propagar esse discurso falso ela é tratada como fake news”.

Por ser um campo novo, Freire lista alguns problemas ainda em aberto no que diz respeito à detecção de notícias falsas: extração das características a partir de imagens, áudios e/ou vídeos, classificação dos espalhadores de fake news, trabalhos que estudem o aspecto intencional da notícia e muitos outros. “As pessoas também devem ficar atentas aos detalhes para não disseminar esse discurso falso pelas redes sociais”, alerta.


Texto produzido por Gabriel Brum, estagiário da Comunicação Institucional