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Enem passa por mudanças em 2017

06 de novembro de 2017

Participantes com deficiência auditiva têm novos recursos

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está com novidades em 2017. Uma delas é a Cartilha de Redação em Libras para os candidatos com surdez ou deficiência auditiva. São 26 vídeos disponíveis no perfil do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no YouTube com todo o conteúdo da cartilha tradicional na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Mas as novidades dos meios de acessibilidade não param por aí. A Prova em Vídeo Libras, oferecida pelo Inep em caráter experimental, é uma terceira opção de auxílio. Os participantes poderão realizar o exame com o apoio de um vídeo que apresenta as questões traduzidas em Libras. As outras duas alternativas que já eram disponibilizadas no Enem são o tradutor-intérprete em libras e a leitura labial.

O tradutor-intérprete possibilita a assistência de um profissional capacitado em Libras para traduzir as orientações gerais e esclarecer dúvidas específicas de compreensão da língua portuguesa escrita, sem fazer a tradução integral da prova. Já na leitura labial, é proporcionado o recurso de um especialista em comunicação oral de pessoas com deficiência auditiva ou surdas e preparado para usar técnicas de interpretação e leitura dos movimentos labiais. Além da utilização de Libras na prova e na cartilha, a linguagem também é utilizada nos vídeos de orientações e na campanha para as redes sociais.

O Enem 2017 recebeu inscrições de 3.683 pessoas com deficiências auditivas e 1.310 surdas e, no total, 1.635 solicitaram a prova em vídeo. Outros 1.357 optaram por pelo tradutor-intérprete e a leitura labial foi solicitada por 895 inscritos. Os participantes puderam escolher um dos três recursos no ato da inscrição. Até a edição passada era possível fazer esse pedido durante a prova, o que não será mais aceito.

A coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Viviani Anaya, acredita que o motivo de o Inep investir em mais oportunidades ao público com deficiência seja o pensamento e a prática da inclusão na essência, ou seja, condições igualitárias de acesso para todos. “A iniciativa facilitou a difusão de informações referente às provas para os candidatos com deficiência auditiva ou surdez”, afirma. Além disso, ela critica a pouca quantidade de participantes que solicitaram a prova em vídeo. “Verifica-se que essas mudanças ainda não são divulgadas para a maioria das pessoas”, avalia.

Além dessas novidades, o Enem 2017 está sendo realizado em dois domingos consecutivos, ao invés de em um único fim de semana, e a prova de redação, que, nas edições anteriores, era feita no segundo dia do exame, aconteceu no primeiro dia (5). Viviani pressupõe que as modificações irão ajudar os participantes. “O Enem carrega um peso emocional muito grande, além de um grau muito elevado de dificuldade. Dividir em dois momentos deixa o candidato menos esgotado, conferindo, ainda, a possibilidade de recuperar-se caso a primeira prova não tenha sido bem executada. A prova de redação é a que causa mais estresse, justamente pela sua importância. Realizá-la logo no primeiro dia, elimina uma grande parte da ansiedade”, afirma.

Para ajudar os candidatos, a coordenadora dá algumas dicas. “Comece pelas questões mais fáceis e depois vá para as mais complexas, a fim de não perder tempo. Planeje bem o tempo, pois o participante tem, em média, três minutos para responder cada questão e ainda precisa preencher o cartão de respostas. Chutar a resposta não é uma boa escolha, pois o Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que identifica quando um candidato chuta questões no exame”, orienta.

*Texto produzido por Christyne Lopes, do Laboratório de Comunicação Corporativa