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Da sala de aula para sociedade

21 de novembro de 2017

Universitários desenvolvem técnicas ligadas a demanda dos cidadãos

Os projetos acadêmicos têm que sair do papel para ajudar a resolver questões do dia a dia. Essa é a proposta da professora do curso de Engenharia Civil, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), Angela Marquez, para os alunos, que têm como objetivo adotar práticas que promovam o uso de recursos naturais, sem prejudicar o meio ambiente, e incluir a pessoa com deficiência na participação de atividades, como o uso de produtos, serviços e informação.

As alunas Bianca Veloso Goulart, 20 anos, e Alexia Couto, 18, ambas do curso de Engenharia usaram o desafio para elaborar meios que pudessem encorajar os deficientes visuais a explorar os espaços sem medo. Em parceria com outros quatro acadêmicos, elas pesquisaram sobre os obstáculos vivenciados por aqueles que possuem baixa visão ou cegueira total, a fim de ajudar na prática de atividades físicas por meio do Parkour.

Essa modalidade de origem francesa tem o propósito de buscar o desenvolvimento da autonomia do corpo e da mente sobre os desafios do cotidiano, como: resistência, equilíbrio, determinação, concentração, e a persistência. O direcionamento nos estudos para modalidade foi indicado pelo professor de educação física Marcelo Moreira, que realiza atividades com os deficientes visuais e apresentou os problemas às universitárias. “Participar disso é muito importante, pois me ajudou a entender melhor e a me colocar no lugar do próximo”, declara Alexia.

Outro projeto envolve a reutilização do óleo de cozinha. A jovem Thayane Tavares, 22 anos, e Thyane Azevedo de Oliveira, também de 22, ambas do terceiro período, trabalharam no reaproveitamento da substância para gerar renda e sabão de lavar louça, além de proteger o meio ambiente. “Nós queremos mudar a maneira de pensar e fazer com que o consumidor tenha consciência. E incentivar a importância do descarte no local adequado”, explica Thyane.

Um grande desafio, no entanto, faz com que as estudantes tenham que se esforçar ainda mais: os postos de coleta para esse material são poucos e falta investimento, principalmente no comércio, para receber o óleo usado e levar até as fábricas que o manipulam com a finalidade de transformá-lo em sabão. No quesito renda, as universitárias desejam implementar polos de coleta nas comunidades carentes e construir na região centros de manuseio dessas substâncias com a intenção de arrecadar dinheiro. Além do ganho pessoal, há a vantagem ambiental, pois o descarte apropriado diminui a poluição aquática e a velocidade do efeito estufa.

Benefício pessoal e coletivo motivaram a estratégia das discentes que pretendem levar os projetos ao PIC UVA – Pesquisa de Iniciação Científica da faculdade, que ocorrerá no mês de dezembro. Elas pretendem mostrar como 1 litro de óleo pode ser transformado em 26 sabões de lavar louça em apenas 15 dias. Iniciativas como essa movimentam não apenas a instituição e os currículos das jovens, mas a sociedade em geral, que ganha com o conhecimento aplicado ao bem comum. 


Matéria produzida por Karina Figueiredo, do 3º período.