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Mercado (re)qualificado

João Henrique de Oliveira, estagiário da Pró-Reitoria de Pós-Graduação de Pesquisa, Extensão e Inovação   |    Tijuca Barra Cabo Frio

Fórum Econômico Mundial lançou o Reskilling Revolution, uma iniciativa que busca fornecer a um bilhão de pessoas educação de qualidade, novas habilidades e empregos até 2030

 

Antes mesmo da pandemia de COVID-19, que vem trazendo uma nova realidade mundial, o futuro das profissões e do mercado de trabalho já estava na pauta de discussão. Em janeiro deste ano, durante a conferência realizada em Davos, na Suíça, o Fórum Econômico Mundial lançou o Reskilling Revolution, uma iniciativa com o intuito de fomentar o acesso à educação de qualidade, o desenvolvimento de novas habilidades e promover melhores condições de trabalho para cerca de um bilhão de pessoas em todo o mundo até 2030. 

 

Essa plataforma, que em português pode ser traduzida como revolução da requalificação (Reskilling Revolution), foi pensada para preparar os profissionais com as habilidades necessárias para uma sociedade e mercado de trabalho cada vez mais conectados e ambientados ao uso de diferentes tecnologias. Tem ainda como objetivo evitar a instabilidade e redução de vagas de trabalho, uma vez que a mão-de-obra humana para trabalhos braçais tem sido cada vez mais substituída por máquinas, além da busca de empresas e governos por profissionais adaptados a uma atuação que leve em conta a necessidade de sustentabilidade nos negócios.  

 

Para tornar essa iniciativa possível, a Reskilling Revolution é apoiada pelos governos de países como Brasil, França, Índia, Paquistão, Federação Russa, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos. Ela servirá para conectar e coordenar iniciativas individuais em países, indústrias, organizações e escolas. Mais de 415 empresas do setor privado já se comprometeram a oferecer oportunidades de aprimoramento de carreira para trabalhadores nos próximos cinco anos.  

 

Desenvolvimento de habilidades se torna essencial  

 

Se por um lado a iniciativa tem como objetivo promover o acesso ao emprego para bilhões de pessoas, fatores como a globalização e as mudanças tecnológicas têm afetado as vagas de trabalho e as habilidades necessárias para preenchê-las. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que cerca de 1,1 bilhão de empregos podem ser radicalmente transformados pela tecnologia na próxima década.  

Para o professor de Direito da Universidade Veiga de Almeida (UVA), que também atua como líder da área de estudo Ciências Sociais e Jurídicas, Marcos Aurélio Lopes, a digitalização dos serviços é uma tendência que veio para ficar. “No campo jurídico, o trabalho físico deve ser completamente substituído pelo trabalho virtual, já impulsionado pela crise sanitária que vivemos, e a produção intelectual deverá manter sua relevante importância”, afirma. 

 

De acordo com estimativa do Fórum Econômico Mundial, quase 50% das competências essenciais para um emprego devem mudar até 2022. No entanto, eles não acreditam em uma redução na oferta de vagas de trabalho, uma vez que outros empregos devem ser criados. Por outro lado, a falta de um currículo educacional atualizado pode aumentar a deficiência de habilidades entre os profissionais.  

 

No relatório Jobs of Tomorrow: Mapping Opportunity in the New Economy, realizado pelo Fórum Econômico Mundial em conjunto com LinkedIn, Coursera Inc. e Burning Glass Technologies, mapeou sete grupos profissionais emergentes e 96 empregos de crescimento mais rápido dentro deles. O resultado da pesquisa mostrou que fatores digitais e humanos estão relacionados ao crescimento das profissões do futuro.  

 

Dentre esses fatores, duas áreas contam com perspectivas distintas. “Nas  Relações Internacionais, os profissionais deverão conquistar mais campos de trabalho, diante da globalização que se expande com uma velocidade espantosa. Já no Serviço Social é que talvez tenhamos a menor capacidade de desenvolvimento. Por outro lado, o crescimento populacional requer o trabalho social para todas as camadas da população, em especial as mais carentes”, acrescenta Marcos.  

 

Ao mesmo tempo em que a adoção de novas tecnologias aumentou a demanda por empregos nas áreas de economia sustentável, inteligência artificial, engenharias e economia de dados, mostrou-se evidente a importância de interações interpessoais. Empregos na área de marketing, vendas e produção de conteúdo cresceram bastante, assim como os setores de cultura e cuidados pessoais. 

 

Com isso, muitos profissionais têm buscado se atualizar para seguirem atraentes para o mercado de trabalho. “Hoje, mais do que nunca, a atualização de conhecimentos e evolução de procedimentos está facilitada pelo mundo digital. Para os que já possuem uma fatia do mercado conquistada e quiserem mantê-la é necessário modernizar sua forma de conduta, trazendo novidades e novas técnicas. Cursos, palestras, seminários e lives estão à disposição de todos, permitindo ao indivíduo o aprimoramento de suas técnicas e a correção de suas possíveis deficiências”, finaliza Marcos. 

 

Veja quais são as 10 habilidades mapeadas como necessárias pelo Fórum Econômico Mundial: 

1 — Pensamento inovador e analítico 

2 — Aprendizado ativo e estratégias de aprendizado 

3 — Criatividade, originalidade e iniciativa 

4 — Tecnologia, design programação 

5 — Pensamento crítico e analítico 

6 — Resolução de problemas complexos 

7 — Liderança e influência social 

8 — Inteligência emocional 

9 — Racionalidade, resolução de problemas e ideação 

10 — Análise e avaliação de sistemas 

 

Quer saber mais sobre cada uma delas? Escreva para [email protected] e diga o que quer saber que a gente explica! 

22/out/2020

Tema:
UVA,