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REPÓRTER UVA

Tolerância zero

Por muito tempo fui tolerante, engoli muitos sapos por causa da minha paciência e timidez. Sempre preferi engolir sapos que discutir e arrumar confusões, mas agora chega. Já passou da hora de aprender a se impor, estou sempre querendo ajudar e sempre sou mal interpretada. Sinceramente, acordei para vida. Tantas coisas mudaram em tão pouco tempo que fui forçada pela vida, a saber, lidar com ela, e quer saber? Estou aprendendo, apanho todos os dias, mas o meu crescimento pessoal é ainda maior do que as surras do dia a dia.

Há pessoas que apanham diariamente, mas não aprendem com as surras da vida e preferem continuar sofrendo. Tem quem goste de se mostrar superior em público enquanto sofre por dentro, por orgulho, egoísmo, ego, mas sabe... Com isso só quem sofre é a própria pessoa. Ficam agredindo os outros com palavras e por muitas vezes até publicamente, como se isso fosse realmente fazê-las se sentirem bem perante aos outros. Aparentemente estão bem, mas quando deitam à cabeça no travesseiro e se vêem sozinhas, choram.

Essas pessoas estão sozinhas, porque não mudam? Parece que não querem ser felizes e se não se esforçam, não adianta eu me esforçar pelos outros. Juro que tentei ajudar, dei o braço a torcer por vezes, deixei meu orgulho de lado por vezes, conversei, aconselhei e nada. Estou mudando, e só eu sei o quanto a minha vida melhorou. Mas também tentei ajudar, se as pessoas não querem ser ajudadas é algo eu já não me compete.

Ontem apesar do episódio desagradável que passei, tive uma noite muito agradável. Mas como sempre, hoje é outro dia e estou de volta a minha dura realidade. A realidade da verdade, dos estresses, dos estudos, do trabalho e principalmente da duríssima rotina. A rotina dos estresses diários da minha Nada mole vida, da minha Grande Família, do meu Augustinho Carrara, Dona Nenê e Tuco. Ah! Quem me dera ter o seu Lineu aqui para me estressar. Seria o estresse mais bem-vindo de todos os tempos. 

Tudo seria tão melhor, mas infelizmente o passado não volta, e o que fica é a saudade. Saudade dos momentos em que tudo era como os tão sonhados contos de fadas, em que eu era a princesa daquele lindo castelo, não tinha preocupações, receios ou estresses e saudades até dos “estresses” da época, coisas tão pequenas que tomavam proporções enormes. Não sei se sou comum ou o oposto. Só sei que por mais abatida que tenha ficado, por mais bobagens que tenha pensado, dei a volta por cima e não satisfeita quero ir além, quero dar é orgulho!

Por esse orgulho é que me esforço todos os dias, quero que o meu Tuco tenho tudo que tive, quero que a minha Dona Nenê ainda seja feliz e quero ainda que essa Grande Família possa se tornar ainda maior algum um dia. Sonho com um futuro melhor para todos nós, me esforço por isso e não me importa se isso é notado ou não. Faço isso por mim e pela minha Grande Família que são quem realmente merecem meus esforços.



 

Valéria CastorRepórter da edição:
Stephany Muzi
Aluna de Jornalismo do Campus Tijuca e criadora do blog Momentos e Sentimentos





 

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