O mundo passa por uma crise ambiental, basta abrir um jornal ou acessar um portal de notícias na internet, que as palavras, tsunami, terremoto ou desastre ambiental estão presentes em alguma parte. E mesmo o Rio de Janeiro sendo a Cidade Maravilhosa, os cariocas não estão fora desse contexto. A tragédia em Angra dos Reis que tirou tantas vidas, o deslizamento em Ilha Grande e as constantes enchentes são um forte lembrete, de que a cidade está sofrendo com a degradação ambiental. Tendo isso em vista a coluna Matéria Especial dessa semana vai abordar o assunto sob um olhar crítico.
No decorrer do crescimento da cidade do Rio, a natureza e seus recursos foram usados de forma desordenada e inconsequente. Agora os sinais de que o meio ambiente está poluído e bastante degradado, estão se manifestando. O coordenador do Curso de Mestrado Profissional em Meio Ambiente, David Zee, em entrevista ao Informativo Veiga Online, comentou sobre assunto. “Os problemas atuais da cidade do Rio de Janeiro provêm do acúmulo de procedimentos inadequados de gestão da cidade ao longo dos anos, devido a falta de desenvolvimento de pesquisas e soluções práticas, de como adequar o crescimento urbano com a exuberante natureza do seu entorno”.
Segundo o professor David, “a principal saída é promover uma participação mais efetiva da sociedade baseando-se no seguinte tripé: informação, instrumentalização, realimentação”. Ele explica que a informação é necessária para poder reconhecer o problema, e para que a própria sociedade possa sugerir soluções. “A Informação serve para orientar a sociedade e mostrar como ela pode atuar”, complementa. Já a instrumentalização é necessária para, “fornecer meios (equipamentos urbanos, fóruns de discussão, interação com órgãos públicos, materiais, entre outros) com que a sociedade possa se apoiar com a sua participação”. E o último item do tripé, a realimentação, “para monitorar os avanços e discutir novas etapas a serem desenvolvidas visando a continuidade das ações”.
E é justamente na estação atual, o verão, quando o metabolismo urbano e ambiental estão acelerados devido ao calor e a insolação, que o choque do desenvolvimento urbano alheios aos cuidados ambientais se manifesta. “Sob a forma da mortandade de peixes, desmoronamento das encostas, enchentes, línguas negras, praias poluídas, dentre outros evidentes sinais que a cidade cresce de uma forma errada”, comenta o coordenador. Desta forma fica evidente a necessidade da inovação quanto as estratégias de gestão urbana, “visando a formulação de ações práticas para o desenvolvimento sustentável com participação social”, conclui o professor David Zee.
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