Primeiro dia da Semana de Ciência e Tecnologia reúne coordenadores de diversos cursos da UVA
A Universidade Veiga de Almeida promoveu, na noite de ontem, o primeiro dia de atividades da X Semana de Ciência e Tecnologia. Mais de 400 pessoas compareceram ao auditório do Campus Tijuca para prestigiar a cerimônia de abertura do evento. Coordenadores de cursos da UVA participaram da mesa de abertura e desejaram a todos uma semana de muito aproveitamento das atividades oferecidas. Também estava presente o representante do CREA-RJ, José Amaro Barcelos Lima.
O mestre de cerimônias do evento e secretário-geral da UVA, Antonio Sarquis, ressaltou a importância do evento, que chega a sua 10ª edição. “Espera que vocês aproveitem as palestras e os debates, principalmente para sua formação”. A coordenadora do evento e do curso de Engenharia Civil, professora Ana Paula Bourdon, destacou que o evento foi feito pensando-se nos alunos. “Essa Semana é feita para vocês. Procuramos trazer o que há de melhor no nosso país hoje”, afirmou.
Logo após a abertura, o engenheiro e diretor técnico da Eletrobrás Eletronuclear, Luiz Soares, falou sobre o tema As Lições de Fukushima e o Futuro da Energia Nuclear. Em pouco mais de uma hora de palestra, o engenheiro explicou de forma clara como era a usina de Fukushima e as diferenças do modelo japonês pelo adotado no Brasil.
Ele também relembrou como foi a tragédia que aconteceu em março desse ano, quando um terremoto de 8.9 graus na Escala Richter seguido por uma Tsunami que alcançou mais de 14m de altura devastaram o nordeste do Japão. “Após esse evento, houve inundação dos geradores diesel e do edifício de água de serviço. E ao contrário do que foi divulgado não houve explosão nuclear, mas de Hidrogênio, na parte superior da usina”, conta.
Pensando no que aconteceu no Japão e observando como a população local reagiu ao evento, Luiz Soares disse o que está sendo feito na usina de Angra dos Reis. “Após Fukushima, estão sendo considerados dados sismográficos e oceanográficos de estudo de implantação e operação de plataformas off-shore da Petrobrás, além de estudo de ondas, de inundação, entre outros”, revela.
Para o especialista, a energia nuclear não é vista com bons olhos no Brasil devido a tragédias como as bombas nucleares lançadas durante a 2ª Guerra Mundial e o acidente com Césio 137 em Goiânia, na década de 1980. Mas, segundo ele, a energia nuclear poderia ser melhor aproveitada no país. “O Brasil é atualmente o 10º maior produtor de energia elétrica do mundo, mas tende a crescer seu consumo em 50% até a metade do século XXI. Isso significa que precisaremos de outras fontes de energia e uma delas pode ser a nuclear”, afirma.
Ainda na noite de ontem aconteceram 20 palestras em salas e laboratórios do Campus Tijuca, além de stands de empresas e entidades parceiras no pilotis do Bloco C. Hoje, as atividades da Semana de Ciência e Tecnologia recomeçam às 18h com a palestra Por que as Torres do World Trade Center desabaram?, no auditório.
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