Entrevistas da moda

Ex-aluna do Curso de Graduação em Design de Moda da Universidade Veiga de Almeida (RJ) - Áthria Gomes

Áthria Gomes

ex-aluna Curso de Graduação
em Design de Moda UVA

"É muito importante fazer um network. A pessoa tem que freqüentar o meio, tem que se enfiar, tem que trabalhar, tem que conhecer pessoas."
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De onde você busca inspiração para as suas coleções?

 

Geralmente em coisas que eu gosto. Coisas do meu cotidiano. Pode ser um disco, uma recordação de família ou um livro que eu li ou que eu vi.

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Tem algo que não pode faltar de jeito nenhum em sua coleção?

 

Ah, sim! Preto e salto alto, sempre.

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Preto é a sua cor preferida, então?

Com certeza!

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Qual a sua melhor coleção?

A que eu acho que mais combina comigo é a das pin-ups, que eu apresentei aqui no Fashion Rio, no Rio Moda Hype. É a que eu mais gosto. É bem feminina.

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Enquanto você está envolvida no processo de criação há algo que você sempre faça?

Não. As coisas vão fluindo na medida em que eu vou tendo a idéia do tema. Depois começo a rabiscar algumas coisas, a pesquisar imagens na internet, livros. Partindo disso, eu começo a desenhar, a usar os rascunhos, até juntar uma quantidade grande desses rascunhos e eliminar, ver os que combinam entre si.

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Então você filtra seus rascunhos?

Isso. Depois desse filtro a gente apresenta essa coleção já montada pra o stylist do desfile, que é o produtor. Aí o produtor diz: “Ah, esse não. Vamos fazer uma pauta cultural do que é tendência”. Ele apresenta algumas opções dentro do que é a tendência ou do que ele acha que vai funcionar bem pra passarela. Muitas vezes o que a gente desenha não funciona bem na hora do desfile, fica muito básico, ou não tem um efeito de passarela legal. Tem vezes que eu sento com o produtor e a gente bate look por look, o que vai precisar de acessório, o que vai se modificar em nosso próximo período de trabalho; uma calça de cintura alta, porque é a tendência agora. Tem que ir se adequando às tendências de mercado.

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Alguma vez que você se decepcionou com o resultado de uma criação?

Nem sempre sai exatamente como a gente quer. Às vezes a gente desenha e, na hora de viabilizar a peça, não fica igual. Então a gente tem que adequar, tem que aceitar também, tipo: “Ah, esse ficou igual, mas tudo bem, eu não faço esse” e tal. É aceitar ou tentar mudar, mas poucas vezes fica exatamente igual ao que você desenhou. Cem por cento fiel é difícil, porque depende do caimento do tecido.

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Qual a trilha sonora que te inspira?

Basicamente, em casa eu só escuto rock. Eu sou roqueira e gosto de rock em geral. Atualmente, eu tenho escutado bastante Interpol, que é uma banda nova. Também gosto de música eletrônica e tal, mas a essência mesmo é rock.

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Você tem algum ídolo?

Meu ídolo na Moda é Vivienne Westwood, ela também tem essa veia bem rock. É uma estilista que veio do rock, do punk-rock. Ela era casada com o empresário do Sex Pistols..

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O que é indispensável para estar na moda?

Definir seu próprio estilo e ver o que funciona com o seu corpo. Às vezes tá na moda cintura alta, mas não funciona no corpo da pessoa. A pessoa tem de adequar o que veste bem nela. Só tem que ter um estilo próprio.

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Projetos para o futuro?

Conseguir um investidor pra dar continuidade à minha marca, porque é difícil, em um mercado de gigantes, ter um estúdio pequeno. Tem que ser muito empreendedor mesmo pra abrir o seu negócio. Atualmente, eu tenho uma loja em Ipanema, e se eu conseguisse um investidor eu gostaria de expandir.

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Dica pra quem está começando agora?

É muito importante fazer um network. Não adianta só estar na universidade e ser um bom estudante. A pessoa tem que freqüentar o meio, tem que se enfiar, tem que trabalhar, tem que conhecer pessoas. É muito importante a pessoa ter confiança em si e fazer contatos.

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Você já havia participado da 22ª edição da Casa dos Criadores. Qual a expectativa para este ano como a única estilista carioca convidada?

Pra edição deste ano a expectativa é maior porque a gente vai participar ...também, que é um showroom lá em São Paulo vamos estar participando também aqui do Social Carioca, que é um stand que o SEBRAE e o Banco do Brasil estão patrocinando. E eles escolheram 10 artistas aqui do Rio para estarem participando desse stand..... também, só que uma coisa mais tímida, um stand menor, e parece que agora eles conseguiram uma verba maior, vamos ter um stand maior, decorado. Uma visibilidade maior.


por Sandro Miranda do Nascimento
(Aluno do Curso de Graduação em Comunicação Social - Jornalismo)

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Luiza Bonadiman

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